Eu sei, já se passaram dois dias. Mas parece que a reação das pessoas divide-se em pranto inconsolável de fã e a total indiferença. E certola que eu não me encaixo em nenhuma das duas categorias.
Acontece que quando vieram me falar que o Michael Jackson tinha morrido eu fiquei bem chocada. Mas a pessoa que me deu a notícia não queria muito falar a respeito. (Eu secretamente além de falar a respeito queria no fundo era fazer algo a respeito, mas o máximo que consegui foi usar uma calça preta skinny*)
Como não consegui muita resposta ali, fui buscar outra pessoa. Então fui avisar minha mãe. Esta não só já estava sabendo da notícia como não parecia muito abalada:
- Mas... ele morreu. Eu não acredito... Que triste né...
- Eu tô indo dormir, Camila, apaga a luz, tá?
A última pessoa presente no recinto era minha irmã que estava jogando vídeo game e escutando música no seu Ipod:
- O Michael Jackson morreu.
- Eu sei.
- E aí?
- E aí o que?
Nem tirou os fones de ouvido.
Pensei em ligar para alguém para falar a respeito disso, mas minha irmã me alertou que as pessoas provavelmente teriam a mesma reação que ela, então não me dei ao trabalho.
No dia seguinte, encontrei com minha avó. E ela trouxe o assunto à baila.** (Eu mesma não falei nada porque juro que no dia seguinte já tinha praticamente esquecido do assunto.) Supresa, comecei a falar sobre como tinha ficado triste e ela me disse que também estava. Acabou que ficamos uns dez minutos conversando. Ela disse que sua música iria perdurar e que “ele vai deixar saudades”.
Ok, agora que acabei de escrever essa parece ser a frase mais clichê e cafona que alguém poderia usar e de tão enojado você vai até sair da Internet para assistir Alexandre. Mas de todas as (três) pessoas com quem conversei ela foi a única que emitiu uma reação adequada (e por adequada quero dizer similar a minha)
Pensando sobre isso, lembrei que quando vi o filme do Cazuza, a sala do cinema estava lotada de pessoas acima de 50 anos. Parece que são eles que realmente entendem a coisa toda (o que é uma pessoa dessas morrer) porque elas acompanharam praticamente toda a carreira deles.
O mais interessante é que eu sempre ouvi dizer que é muito enriquecedor passar tempo com crianças e com idosos. Com crianças eu sei que isso é verdade. Não achava que o mesmo era verdade com idosos mas estou começando a achar que é.
Agora com licença que vou tentar fazer esse passinho (aos 2:31m)
* Na verdade, acho que a melhor coisa que fiz foi enquanto meus colegas de trabalho faziam piadinhas a respeito da morte dele – tão sem graça quanto ofensivas uma vez que envolviam também pedofilia – não rir e ainda fazer aquela expressão de “tisc tisc”.
** Falar com avós dá nisso.
27 Junho, 2009
Ninguém escuta mas aí lembrei que tenho blog
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Música,
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3 comentários:
Infelizmente, a única pessoa que poderia discorrer sobre o assunto por horas a fio, foi deixada de lado: SIM, EU!!
A única pessoa da família que não trabalha e que anda antenada , apesar de ficar pisando em ovos quando o assunto é uma possível futura viagem à Big Apple.
Fiquei passada com o desaparecimento de MJ, pois, além de ele ter quase a minha idade, a música deloe e seus irmãos embalou muito de minha adolescência. Eu fui uma das muitas pessoas que ficou "transfixada" diante da tela, vendo o clip Thriller.
Em resumo, um ícone pop, na minha humirde opinião, muito mais ícone que Madonna, complicado com a alma atormentada de Marilyn Monroe ... O cara merece um estudo psicológico, se interessa saber.
Besitos!
A verdade Camila, é que ninguém aguenta mais ouvir falar na morte do Michael, não que não seja um acontecimento triste mas o sim o circo que fazem em volta disso. Enoja.
O cara contribui muito para a cultura musical do mundo. Sem demagogia, o que desejo é o descanso que ele nunca tenha tido.
Seu blog é no mínimo interessante. =)
Beijon
Vã.
Di: ouvi um menininho de nove anos cantando "Thriller", dá pra acreditar?
Vã: obrigada e volte sempre! ;)
Até mais, meninas
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