06 Julho, 2009

Proustiano, mas anêmico

Até quem não leu o livro ("À la recher...chimi...churri?") já deve ter ouvido a história das madeleines, onde o escritor sem querer lembra-se de seu passado enquanto está saboreando madeleines com chá.

Quer dizer, além de tomar chá com madeleines ele ainda tem uma espécie de revelação - finíssimo esse Proust.

Mas acontece que ele também disse que essas memórias têm que ocorrer involuntariamente, não deve-se forçar as lembranças pensando nelas.

E outra noite, antes de dormir, tive uma dessas lembranças. O problema é que não é nada tão glamouroso: lembrei do gosto do Clusivol.* Um xarope que era obrigada a tomar praticamente todos os dias durante toda a minha infância. Do nada lembrei do gosto horrível daquela colherada diária. Só que em invés do "episódio Clusivol" suscitar lindas memórias acabei entrando na Internet para pesquisar para que o remédio servia.

É só um complexo vitamínico. E se eram só vitaminas o que custava me dar um comprimido e não um xarope?!

* Como não estava pensando em xaropes, infância, nem nada do gênero, acho que deve ter algo a ver com a minha pasta de dente. Tenho a impressão de que mudaram a formulação da pasta do Bob Esponja...

1 comentários:

Didi Iashin disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Clusivol até que era bom, tinha gostinho de caramelo.
E eu que tive de tomar Emulsão de Scott, que é HORRÍVEL!!
Tanto que era uma colherada dessa coisa intragável e uma laranja descascada para rebater o gosto HORRÍVEL dessa maledetta beberagem.
Saudades de Clusivol??
Cara, você está tendo problemas ...